Após ‘guerra’ de decisões chegar ao TSE, Nunes Marques reúne campanhas de Lula e Flávio para tentar reduzir ações

Canal 'Exército do Lula' no WhatsApp: veja a cronologia da disputa no TSE

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, recebeu nesta terça-feira (13) representantes das campanhas do presidente Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) para tentar reduzir o número de ações apresentadas à Justiça Eleitoral.

A reunião foi realizada após uma nova “guerra” de decisões entre ministros chegar ao TSE.

Ministro Kassio Nunes Marques — Foto: Luiz Roberto/TSE

“Foi uma reunião onde o presidente propôs uma conduta para diminuir a judicialização, pelo volume de judicialização da campanha. Evidente, a nossa posição, ela é colaborativa, mas claro nós sempre vamos defender a campanha do presidente Lula”, afirmou o presidente do PT, Edinho Silva.

Edinho afirmou que a campanha quer colaborar para diminuir o volume de medidas tomadas, mas disse que isso depende também da campanha do presidente Lula não ser agredida, não ser ofendida e que não haja um desequilíbrio na disputa.

A ex-ministra do TSE e advogada de Flávio Bolsonaro, Maria Claudia Bucchianeri, afirmou que as campanhas vão tentar costurar consensos para levar aos ministros uma proposta que reduza o número de ações.

“Os ministros estão pensando em maneiras de reduzir a judicialização das campanhas. Isso passa por um compromisso de cumprir as metas já firmadas. Mas passa também por pensar formas de evitar a repetição ou o cometimento de ilícitos. As plataformas precisam ajudar”, afirmou.

A advogada afirmou que as plataformas estão permitindo impulsionamentos de conteúdos irregulares e que as big techs precisam moderar os canais e cumprir o plano de integridades para as eleições.

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) disputam o 2º turno — Foto: Diego Herculano/Reuters e Adriano Machado/Reuters

‘Século 21’

Edinho criticou decisões que, segundo ele, cerceiam as manifestações pelas redes sociais e que isso significa negar o século 21.

“Nós queremos que as fake news sejam enfrentadas e sejam cerceadas. 
Nós queremos que quem publica fake news seja punido perante a legislação. Uma coisa é você punir fake news, outra coisa é você impedir, coibir que a sociedade se organize por meio das redes sociais”, afirmou.

“Negar a existência hoje, de instrumentos de organização da sociedade por meio das redes sociais é não reconhecer o século XXI. No século XXI, a sociedade também se organiza por meio das redes sociais e é legítimo que a sociedade se organize”, criticou Edinho.


Source: g1 > Política