Janones pede a Nunes Marques que reconsidere decisão e restabeleça funcionamento do canal 'Exército do Lula'

A defesa do deputado federal André Janones (Rede-MG) apresentou um pedido de reconsideração ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, para que seja revista a decisão que manteve a suspensão temporária do canal de mensagens “Exército do Lula“, no WhatsApp.

Os advogados solicitam o restabelecimento imediato da ferramenta, com liberação para envio de atualizações e ingresso de novos seguidores.

Nesta terça, Nunes Marques reconheceu o registro do canal pela campanha de Lula e estabeleceu que a ferramenta só poderia voltar a funcionar após o prazo de 48 horas previsto em uma resolução do TSE.

O registro foi feito após uma exigência de Nunes Marques determinada depois que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou a Justiça Eleitoral contra o canal, apontando disseminação de desinformação.

📱Coordenado por Janones, o canal ‘Exército do Lula’ tem mais de 4 milhões de inscritos no WhatsApp. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula.

No pedido apresentado na Justiça Eleitoral, a defesa de Janones afirma que o canal é de iniciativa autônoma de apoiadores, o que, na avaliação dos advogados, dispensaria a exigência de comunicação formal prévia à Justiça Eleitoral.

Após decisão de Nunes Marques, canal 'Exército de Lula' sai do ar

Após decisão de Nunes Marques, canal ‘Exército de Lula’ sai do ar

Os advogados também apontam que, independentemente da desobrigação legal, o canal foi formalmente cadastrado e informado no registro de candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cumprindo requisito formal estabelecido pela Corte.

Grupo de Flávio ‘sem restrições’

A defesa de Janones também afirma que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) mantém “robusta e massiva estrutura de canais” no WhatsApp para distribuir propaganda, mas que não houve restrições da Justiça Eleitoral para o candidato do PL.

Entre os canais listados está o “Tropa do Flávio BR”, que foi registrado pela campanha, mas não precisou ficar 48 horas fora do ar, segundo os advogados.

Outro canal citado é o mantido pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), apoiador de Flávio. Os advogados criticam o fato de que o deputado reeleito do PL não precisou fazer o registro de seu canal no TSE.

“[Nikolas Ferreira e outros políticos] mantêm canais com dezenas de milhares de inscritos no WhatsApp e dezenas de milhões de seguidores nas redes, distribuindo ostensivamente propaganda eleitoral da chapa de Flávio Bolsonaro, sem que esses canais jamais tenham sido declarados no registro de candidatura e sem sofrerem nenhuma medida restritiva de funcionamento”, dizem os advogados de Janones.

Análise no plenário

Se a decisão de Nunes Marques não for reconsiderada pelo próprio ministro, a defesa pede o envio do caso ao plenário do TSE, em caráter de urgência, para análise na próxima sessão da Corte Eleitoral.

Em outra frente, os advogados de Janones também acionaram o corregedor do TSE, ministro Villas Bôas Cueva. Eles entendem que cabe a Cueva analisar os pedidos relacionados ao canal “Exército do Lula” e não a Nunes Marques.

Dep. André Janones (Rede-MG) — Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados


Source: g1 > Política