Lula diz a aliados que Flávio pode escalar Deltan, Moro ou quem quiser para analisar sigilos

Informado de que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, escalou o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para analisar seu sigilo, o presidente Lula disse a aliados não se importar com essa possibilidade.

Segundo assessores, Lula afirmou que a campanha adversária pode escalar Deltan, o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), ou quem quiser para analisar as suas contas.

Deltan Dallagnol integrava a força tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal, responsável pela denúncia que levou à condenação e prisão de Lula em 2018, por ordem do juiz Sergio Moro.

Apesar desse histórico, auxiliares de Lula afirmaram ao blog que a estratégia do candidato do PL não amedronta o petista.

Para os assessores do candidato do PT à reeleição, a campanha de Flávio avalia que Lula recuaria após o anúncio da “escalação” de Deltan Dallagnol – o que aliados do presidente afirmam que não vai acontecer.

Desafio dos sigilos

Equipes de Lula e Flávio Bolsonaro entram em acordo sobre sigilo

Equipes de Lula e Flávio Bolsonaro entram em acordo sobre sigilo

Nesta quinta-feira (22), o senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula, apresentou à imprensa um documento que afirma que Lula e Flávio entraram em acordo sobre a total e simultânea abertura de sigilos, com divulgação em endereço eletrônico de acesso público.

O movimento acontece após uma disputa de narrativas travada após o presidente Lula desafiar o adversário na corrida presidencial a divulgar seus sigilos, os de familiares e os de empresas ligadas ao senador.

Lula propôs a divulgação de dados relativos aos últimos 8 anos e disse que está disposto a fazer o mesmo.

Em resposta, Flávio sugeriu ampliar, para 20 anos, o período de dados a serem divulgados e fez uma série de exigências, cobrando a divulgação de dados de cartão corporativo, de agendas de Janja e de outros familiares e assessores de Lula.

Nesta quinta, Lula disse ao TSE não se opor à divulgação proposta por Flávio, mas insistiu que a lista de dados divulgados inclua sigilos da empresa Alcazar Holdings, de propriedade do advogado Willer Tomaz, amigo próximo de Flávio.

Na sequência, Camilo divulgou o documento, afirmando que as campanhas haviam chegado a um acordo sobre as quebras de sigilos.

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) — Foto: Vittor Sales / Ricardo Stuckert


Source: g1 > Política