
O futebol não é, mas é tratado como um mundo à parte. E, nesse universo paralelo, as figuras dos diretores executivos remunerados e dos treinadores contam com uma inacreditável benevolência da crítica e do respeitável público.
Em qualquer negócio, seja no comércio, seja na indústria, seja na prestação de serviços, seja na fazenda ou na casinha de sapê, o dono é o dono. E não cabe ao subordinado, por pior que seja o dono, decidir o que será feito, mas atender as diretrizes recebidas. Se não concorda, pede o boné…
Você imagina uma padaria (para nós, da ZL, “padoca”) em que o gerente não concorda com o dono e não obedece às ordens do portuga (a chance de o dono da padaria ser português, em São Paulo, é de 88,18%)? Um açougue em que o açougueiro é que decide o preço das carnes, quais cortes colocar na vitrine? Um vendedor que não aceita quais produtos a loja vai vender ou não?
No futebol, treinador é absolvido por não ter sido o responsável pela contratação dos jogadores e blá-blá-blá. Pergunto: em qual trabalho é o empregado que decide com quais funcionários ele vai trabalhar e, mais do que isso, tem poder decisório acima do seu superior?
Chegamos ao Marcelo Paz, diretor remunerado que fez um péssimo trabalho no Corinthians. Muita gente passa pano para Paz, que levou o Fortaleza ao rebaixamento (lá, antes de virar executivo profissional, era cartola à moda antiga: na prática, a diferença é ganhar ou não pelo trabalho, a falta de qualidade é a mesma), por que a diretoria do Corinthians é patética, Osmar Stabile é fraco, os presidentes anteriores quebram o clube e etc… Ora, é óbvio que tudo isso é verdade. E daí? Ele foi contratado para fazer o trampo dele e nenhum diretor remunerado está acima de presidente.
Eu, como qualquer um dos leitores, trabalhei em diversos lugares em que os superiores, sejam chefes ou donos, eram completos idiotas. Mas mandavam. Eu aceitava trabalhar ou não, não tinha o direito de escrever, falar ou gravar bobagem porque o dono era um cretino.
Marcelo Paz aceitou trabalhar no Corinthians como todos nós, trabalhadores, aceitamos trabalhar em diversos empregos em que a empresa não é administrada como gostaríamos.
Isso não justifica a estúpida contratação de Fernando Diniz, justifica menos ainda esperar oito derrotas seguidas e o fim da data Fifa para demitir e justifica menos ainda o tiro no escuro com a exótica incógnita Seedorf.
Não, não estou passando pano para Stabile, como nunca passei para Augusto Melo (e está cheio de jornalista, influencer e torcedor que fez campanha fingindo que não tem nada com a aberração parida: viva a memória) nem para Duilio.
Mas, em nenhum lugar, em nenhuma área, o empregado sobrevive se justificar seus erros culpando o dono, ainda que o dono, ou chefe, ou presidente seja um completo incompetente.
Paz deixa o clube em guerra, lutando para não cair para a Série B. E não é cretino o suficiente para dizer que não sabia onde estava se metendo quando aceitou trabalhar no Corinthians.
Paz já foi tarde. E não deixa nem saudade, nem legado. E, ao contrário de outros incompetentes, ganhou (ou vai ganhar na Justiça) por isso!
Organizadas do Corinthians apoiam Lula contra a barbárie
Gaviões da Fiel, Camisa 12, Estopim da Fiel, Pavilhão 9 se posicionaram do lado da civlização contra a barbárie e anunicaram apoio ao presidente Lula e à democracia nas eleições presidencais.
Aproveito o posicionamento das organizadas do time do povo para reiterar minha admiração e respeito por quem se posiciona do lado certo da história, para reforçar meu nojo por fascismo e para sublinhar meu mais prundo desprezo aos isentões covardes da falsa simetria.
Coletivo Democracia Corinthiana
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Vitão Raiz
Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É tudo nosso! É nóis aqui no iG com a coluna Vitão Raiz!
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