Ponte Preta vive crise profunda em 2026
Doto: Divulgação/Ponte Preta

Ponte Preta vive crise profunda em 2026

O drama financeiro também reflete nos demais funcionários da Ponte Preta e ganhou um exemplo inusitado. Na última quarta-feira (23/9), a direção do clube comunicou que cada funcionário tem direito apenas um pão para consumir. A placa foi na cozinha do Moisés Lucarelli, estádio da Macaca. A informação inicial foi do jornalista Murilo Godoy.

“A partir de hoje (quarta-feira, 23/9), será permitido o consumo de apenas um (01) pão por funcionário. Contamos com a colaboração de todos”, estava escrito no aviso.

Aliás, recentemente, a Ponte Preta sofreu processo em R$ 53.280,14 por falta de pagamento, por uma padaria. Em entrevista ao “ge”, o diretor jurídico José Henrique Specie definiu o cenário do clube como de “quase insolvência”(falência) em meio à profunda crise financeira e administrativa que assola o Estádio Moisés Lucarelli.

O problema não está apenas no tamanho da dívida acumulada, mas na capacidade de gerar dinheiro para pagá-la. Uma auditoria estimou que o custo operacional do clube esteja próximo de R$ 4 milhões por mês, enquanto a arrecadação gira em torno de R$ 1,2 milhão. A diferença representa um déficit operacional de aproximadamente R$ 2,8 milhões mensais, ou R$ 33,6 milhões ao ano.

Em menos de um ano, a Macaca passou de campeã da Série C a rebaixada no Campeonato Paulista, lanterna da Série B, impedida de registrar jogadores e com o elenco profissional paralisado.

Por fim, a Ponte Preta é a última colocada na Série B do Brasileiro. O time campineiro soma 13 pontos, 19 a menos que o primeiro time fora do Z4, o Botafogo-SP.

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