
O empate com a Austrália na manhã desta sexta-feira (25) não representou o pior resultado possível na primeira partida da Seleção Brasileira no ciclo preparatório para a Copa do Mundo de 2030. No entanto, o desempenho não poderia ter sido menos empolgante.
A atuação da equipe comandada pelo treinador italiano Carlo Ancelotti gerou críticas nas redes sociais, principalmente por conceitos já testados antes ou durante o último Mundial, que, mesmo depois de fracassarem, voltaram ao time canarinho.
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Apesar disso, uma estatística impede o clima de terra arrasada no início de uma nova busca pelo hexacampeonato mundial. Todos os ciclos de Copa que acabaram com o Brasil campeão começaram com um tropeço. Relembre abaixo:
Ciclo de 1958

Depois da eliminação para a Hungria, um dos melhores times da história do futebol, nas quartas de final da Copa do Mundo de 1954, o Brasil voltou a campo apenas um ano e três meses depois, diante do Chile, pela extinta Copa Bernardo O’Higgins.
Na ocasião, em jogo disputado no Maracanã, no Rio de Janeiro, o time canarinho ficou apenas em um empate em 1 a 1 contra os chilenos. O autor do gol do jogo foi Pinheiro, ídolo histórico do Fluminense.
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Historicamente, o resultado daquela partida ficou em segundo plano, pois foi naquela noite que dois nomes históricos da Seleção estrearam: Garrincha e Evaristo de Macedo.
Pouco menos de três anos depois, o Brasil conquistou o seu primeiro título mundial ao bater a Suécia na final. Na campanha, Mané foi um dos principais responsáveis, enquanto Evaristo ficou de fora por atuar no futebol espanhol.
Ciclo de 1962

Campeão do mundo pela primeira vez em 1958, Pelé, Didi e companhia voltaram a campo em março de 1959, pelo Campeonato Sul-Americano de Futebol, hoje conhecido como Copa América.
A campanha no torneio começou bem, com um gol de cada protagonista para abrir 2 a 0 sobre o Peru antes dos cinco minutos da etapa final. No entanto, os peruanos reagiram e buscaram o empate na reta final.
O 2 a 2 acabou sendo trágico a curto prazo, pois o Brasil acabou na segunda colocação, com apenas um ponto a menos que a Argentina, eventual campeã. Porém, a longo prazo, deu tudo certo, com o bicampeonato mundial do Chile.
Ciclo de 1970

O tricampeonato não veio em 1966, com Pelé sofrendo com lesões e a Seleção caindo ainda na primeira fase, perdendo para Hungria e Portugal. Com isso, o ciclo para 1970 começou com reformulação.
Em 1967, o Brasil retornou às atividades contra o Uruguai, na finada Copa Río Branco. O primeiro jogo foi um insosso 0 a 0, novamente marcado na história por algo além do resultado: as estreias.
Na ocasião, Piazza e Everaldo, peças importantes da Copa do Mundo de 1970, iniciaram suas trajetórias com a camisa amarelinha.
Três anos após o amistoso, o time canarinho voltou a conquistar o planeta com um futebol encantador, erguendo o tricampeonato no México, depois de atropelar a Itália na final.
Ciclo de 1994

A eliminação para a Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1990 pareceu o fundo do poço para o futebol brasileiro. Em 1994, a Seleção chegaria a 24 anos sem títulos mundiais, sua maior marca desde 1958.
Com isso, uma grande reformulação foi preparada alguns meses depois. Com Paulo Roberto Falcão no comando técnico, o Brasil entrou em campo contra a Espanha com um elenco inteiramente nacional, formado por jogadores que atuavam no próprio país.
A decisão ajudou os espanhóis, que facilmente venceram por 3 a 0. No entanto, promoveu o início de Cafu e Márcio Santos no time canarinho.
Márcio foi zagueiro titular, e Cafu foi fundamental no título quatro anos depois, conquistado nos Estados Unidos.
Ciclo de 2002

Em 1998, o Brasil quase repetiu o feito de 1962, mas foi dizimado pela França na grande final. O clima para 2002, no entanto, não era de terra arrasada.
Em setembro do mesmo ano, os vice-campeões mundiais voltaram à ação em um amistoso contra a Iugoslávia. No comando técnico, Zagallo deu lugar a Vanderlei Luxemburgo, e em campo, um combinado de veteranos de 1998, como Cafu, Rivaldo e Denilson, e novidades importantes, como Vampeta e Alex.
Marcelinho Carioca, outro jogador pouco aproveitado anteriormente, marcou, mas o resultado ficou em 1 a 1 no Castelão de São Luís, no Maranhão.
O resto do ciclo foi conturbado. Luxa deu lugar a Leão, que eventualmente foi substituído por Luiz Filipe Scolari. Com Felipão, as turbulências pararam, e a Seleção conquistou o seu quinto título mundial no Japão.
*Observação: apenas jogos oficiais foram computados. Amistosos com clubes, equipes ou combinados não entraram na conta.
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