Escândalo que envolve a Bamor levou a prisão de dez integrantes
Foto: Letícia Martins/Bahia

Escândalo que envolve a Bamor levou a prisão de dez integrantes

Após a prisão de dez integrantes da Bamor, maior organizada do Bahia, áudios de Matheus Pires Castro, presidente da torcida, vieram à tona. Neles, o líder convoca outras pessoas e diretores para sessões de torturas física e psicológica dentro da sede, de acordo com as investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA). A informação é do portal “g1” e da “TV Bahia”.

“Amanhã é tirar a saúde dele. Vamos pegar até uns alicates para a gente arrancar as unhas dele”, afirmou.

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Por outro lado, a defesa de Matheus Pires afirma que ele é inocente de todas as acusações e que “todas as medidas judiciais já estão sendo adotadas”. Contudo, em uma das gravações, o presidente deixa claro que quem tivesse nojo de sangue não deveria comparecer ao local e que a agressão a uma das vítimas deveria servir de exemplo.

Ameaças e sessões de tortura na sede

Nos áudios, o líder da Bamor orientou que os integrantes que não concordassem com as agressões não comparecessem a tal reunião. O dirigente também afirmou que a vítima sairia com ferimentos graves. Além disso, ameaçou “abrir a cabeça” da pessoa envolvida no caso, dentro da sede da organizada.

“Então, quem for amigo, quem ficar com pena, quem falar que pode dar merda porque a família pode correr atrás, que pode dar polícia, nem vá para a reunião. Deixa que quem quiser resolve, entendeu? Porque amanhã ele vai ter que sair com a mão esmagada para, de lá, ele fazer cirurgia. Tem que se f…. e apanhar mesmo para servir de exemplo”, disse.

“Amanhã a gente vai pegar ele daquele jeito. Quem tiver nojo de sangue não vá, porque a gente vai pegar ele e vai ser uma cena triste para ficar de exemplo”, acrescentou.

“A gente vai abrir logo a cabeça dele lá no meio, essa desgraça”, frisou.

Lista de denunciados pelo Ministério Público (BA)

Matheus Pires Castro, presidente da Bamor;
Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente;
Gabriel Pereira Silva, diretor-geral;
Daniel Sena Duarte, diretor de sede;
Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing;
Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio;
Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria;
Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede;
Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro;
Fernando Santana Esquivel, policial militar apontado como integrante da torcida organizada.

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