
O Conselho Deliberativo do Vasco aprovou a venda da Sociedade Anônima do Futebol para o empresário Marcos Lamacchia nesta terça-feira (6), no Rio de Janeiro. A sessão registrou 175 votos favoráveis, 26 contrários e três abstenções para chancelar a transferência definitiva do controle acionário do futebol cruz-maltino. Em votação paralela, os conselheiros confirmaram a reforma do estatuto social por 172 votos a favor, 34 contra e cinco abstenções para viabilizar as exigências jurídicas do novo investidor.
O presidente do Conselho de Beneméritos, Luis Manuel Fernandes, apresentou questionamentos formais sobre a ausência de mecanismos de proteção antes do início da contagem dos votos. A liderança benemérita alertou o plenário sobre a falta de cláusulas de recompra ou saída amigável em caso de eventual inadimplência do comprador.
“Não estabelecem mecanismos claros e efetivos que permitem ao Clube de Regatas Vasco da Gama encerrar ou rever sua participação na operação em hipóteses de descumprimento de obrigações essenciais, alteração substancial das condições econômicas do negócio, perda de capacidade financeira do investidor ou eventos que comprometam os objetivos estratégicos originalmente pactuados”, enfatizou Luis Manuel durante a leitura do parecer técnico.
Vasco avalia garantias bancárias e valores da operação
O Vasco negociou 90% das ações da agremiação esportiva pelo montante global de R$ 4 bilhões, conforme defendeu o presidente da Assembleia Geral, Alan Belaciano. O dirigente rebateu as queixas sobre a pressa nos prazos de análise e comparou o volume financeiro atual com o contrato rescindido da antiga controladora.
“Sobre os valores, ouvi os questionamentos, mas neste mesmo Conselho, a SAF do Vasco foi vendida para a 777 por R$ 700 milhões por 70%. Hoje, a venda é por R$ 4 bilhões por 90%. Há cinco garantias apresentadas na Justiça pelo investidor que o presidente Pedrinho conseguiu”, ressaltou Alan Belaciano aos presentes na sessão.
Contudo, conselheiros da oposição cobraram transparência quanto à influência direta do investidor na escolha dos membros do Conselho de Administração da companhia. Além disso, o documento segue para o crivo final dos associados em Assembleia Geral extraordinária convocada pela mesa diretora.
Dessa forma, a gestão do presidente Pedrinho consolida um passo decisivo para reorganizar o passivo e injetar receitas robustas no futebol profissional. Visto que a aprovação pelos sócios estatutários destravará os aportes prometidos, a diretoria almeja iniciar o planejamento da próxima temporada com segurança orçamentária.
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