
Um jogador do GD Louro, de 30 anos, foi detido pela polícia por chutar um adversário na cabeça durante um jogo amistoso contra o FC Roriz, em Barcelos, Portugal. O caso aconteceu no domingo passado (19). Porém, os nomes dos envolvidos não foram revelados.
A confusão aconteceu nos minutos finais da partida, quando o Roriz vencia por 6 a 0. Um jogador da equipe da casa caiu no gramado, levou um chute no rosto e ficou inconsciente por aproximadamente dez minutos. O jogador precisou receber atendimento médico e, em seguida, uma equipe o levou ao hospital. Exames constataram fraturas na face e alguns dentes partidos.
A comissão técnica conteve o agressor após o episódio, e ele aguardou a chegada da polícia. Na segunda-feira (21), o atleta do GD Louro compareceu ao tribunal para prestar depoimento e foi instaurado um processo.
O FC Roriz, por meio de uma nota nas redes, negou as acusações de que seus jogadores tenham proferido insultos racistas e xenófobos e disse que “repudia qualquer forma de racismo, xenofobia ou discriminação”.
“Um atleta do FC Roriz foi alvo de um ato de violência brutal que lhe provocou ferimentos graves e obrigou a assistência hospitalar imediata. A prioridade do nosso clube é a recuperação, o bem-estar e a saúde do nosso atleta”, informa um trecho da nota.
Agressor encerrou a carreira, diz clube
Segundo o GD Louro, porém, o episódio aconteceu depois de uma sequência de conflitos durante a partida. O clube afirmou que seus jogadores sofreram insultos racistas e xenófobos. Além disso, relatou que um atleta do Roriz teria dado um soco pelas costas em um jogador do Louro, o que, portanto, deu início à briga generalizada.
Por meio de nota publicada nas redes sociais, o GD Louro condenou a agressão e afirmou que não compactua com violência física, verbal, xenófoba ou racista. Os dirigentes, inclusive, também classificaram o chute como um ato “infeliz” e “despropositado”.
Além disso, o GD Louro informou que o jogador decidiu encerrar a carreira como jogador após o episódio. O clube, inclusive, também revelou que a delegação precisou receber escolta da polícia no caminho de Barcelos até Famalicão. Segundo o comunicado, a medida ocorreu após ameaças feitas por torcedores do Roriz.
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