
Quem está com viagem marcada para o Japão a partir de novembro precisa ficar atento a uma mudança importante na hora das compras. A partir de 1º de novembro de 2026, entra em vigor um novo sistema de tax free para turistas estrangeiros, alterando principalmente a forma como o benefício é concedido.
Hoje, o viajante que atende às regras pode comprar em estabelecimentos participantes já com a isenção do imposto sobre consumo. Com a mudança, isso acaba: o turista pagará inicialmente o preço cheio, com o imposto incluído, e receberá posteriormente a restituição, desde que cumpra as exigências do programa e a alfândega confirme, na saída do Japão, que os produtos estão deixando o país.
Na prática, é uma mudança importante para o brasileiro que costuma aproveitar uma viagem ao Japão para comprar eletrônicos, cosméticos, produtos de skincare, artigos de papelaria, utensílios domésticos, itens de anime e mangá, roupas e lembranças.
O que muda no tax free do Japão?
A primeira diferença estará no caixa. A partir de novembro, apresentar o passaporte continuará fazendo parte do procedimento nas lojas participantes, mas o imposto não será simplesmente retirado do valor naquele momento. O turista desembolsará o preço com imposto e deverá registrar a forma pela qual pretende receber posteriormente a restituição.
Na saída do Japão, será necessário concluir o procedimento de confirmação da compra. A alfândega verificará eletronicamente os registros e poderá solicitar a apresentação dos produtos. Somente depois dessa confirmação é que o processo permitirá a devolução do valor correspondente ao imposto.
E aqui vai uma dica importante: não coloque automaticamente na mala despachada aquilo que poderá precisar ser apresentado à alfândega antes de concluir o procedimento. Pelo novo fluxo divulgado pelas autoridades japonesas, a verificação do tax free acontece antes do controle de segurança e do despacho definitivo da bagagem.
Prazo aumenta para 90 dias
Outra mudança relevante é o prazo. Os produtos deverão deixar o Japão em até 90 dias a partir da compra, ampliando o período previsto pelo sistema. Se a saída não for confirmada dentro das regras, não haverá direito à restituição.
Também haverá uma facilidade para quem compra produtos considerados consumíveis. A atual exigência de manter determinados itens em embalagens especiais lacradas será eliminada. Isso não significa, entretanto, que o turista poderá consumir o produto no Japão e depois solicitar a devolução do imposto. O item precisa efetivamente sair do país para se enquadrar no benefício.
Ou seja: comprou cosméticos, alimentos, bebidas ou outros produtos com intenção de obter o tax free? É importante lembrar que eles deverão estar com você quando deixar o Japão.
Visit Japan Web poderá facilitar o procedimento
Em determinados aeroportos, o procedimento poderá ser realizado com auxílio do Visit Japan Web, sistema oficial japonês que muitos brasileiros já utilizam para facilitar etapas relacionadas à entrada no país.
A possibilidade estará disponível em áreas específicas dos aeroportos de Narita, Haneda, Kansai, Chubu, New Chitose, Fukuoka e Naha. Nesses locais, o Visit Japan Web poderá substituir os terminais destinados ao procedimento de tax free, de acordo com as orientações oficiais.
Para quem vai viajar depois de 1º de novembro, eu recomendo deixar o Visit Japan Web configurado antes mesmo da viagem. Além de facilitar procedimentos de entrada no Japão, o sistema passa a ter ainda mais utilidade com as novas regras das compras tax free.
Não deixe para entender a regra no aeroporto
O Japão é um daqueles destinos onde compras facilmente acabam fazendo parte do roteiro, mesmo para quem inicialmente não viaja com essa intenção. Tóquio, Osaka e outras grandes cidades têm lojas gigantescas de eletrônicos, cosméticos, moda, papelaria e cultura pop, além de produtos tradicionais que acabam entrando na mala.
Por isso, minha principal dica é simples: guarde os comprovantes, tenha o passaporte disponível durante as compras, confirme se a loja participa do sistema e não espere chegar ao aeroporto para descobrir como funciona o reembolso.
Também vale reservar um pouco mais de tempo para os procedimentos de saída, principalmente nos primeiros meses de funcionamento do novo modelo. Toda mudança desse porte exige adaptação tanto dos estabelecimentos quanto dos próprios viajantes.
O tax free não vai acabar no Japão. O que muda é a lógica: a partir de 1º de novembro, primeiro você paga o imposto; depois, comprovando que está levando os produtos para fora do país dentro das regras, recebe a restituição.
Para quem gosta de voltar do Japão com a mala cheia, é uma mudança que vale conhecer antes mesmo de embarcar.
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Source: Turismo


