Veja o que é #FATO ou #FAKE na entrevista de Flávio Bolsonaro à Globo no 2º turno das eleições 2026

Flávio Bolsonaro (PL) já está na bancada para ser entrevistado por Renata Lo Prete. — Foto: Globo/ Manoella Mello

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) foi entrevistado nesta sexta-feira (16) pela TV Globo.

Conduzida pela jornalista Renata Lo Prete diretamente dos Estúdios Globo, no Rio, e exibida ao vivo logo após o Jornal Nacional, a conversa fez parte da cobertura do segundo turno das Eleições 2026. Após a exibição, a entrevista ficou disponível na íntegra no Globoplay e no g1.

Candidato à reeleição, o presidente Lula (PT), que também disputa o segundo turno da eleição, foi entrevistado nesta quinta-feira (15). A ordem das entrevistas foi definida por sorteio em reunião com representantes das campanhas.

A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Flávio Bolsonaro. Leia:

“…a produtora do filme [‘Dark horse’, cinebiografia de Jair Bolsonaro] aqui no Brasil prestou contas de tudo.”

— Foto: g1

A declaração é #FAKE: Veja por quê:

  • Em 13 de maio, o site The Intercept revelou um áudio enviado por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, controlador do Master, para pedir dinheiro para financiar o filme “Dark horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões aos produtores do filme.
  • Seis dias depois, o senador e candidato à Presidência afirmou, em entrevista coletiva: “Solicitei à produtora do filme que apresente, dentro de um prazo de 30 dias, um relatório detalhado sobre a utilização e o destino dos recursos empregados na produção do longa-metragem”.
  • Em 15 de junho, o g1 publicou uma reportagem relatando que a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go UP Entertainment, responsável por “Dark horse”, apresentou um laudo alegando que o longa-metragem teria custado R$ 75,1 milhões, sendo que R$ 54 milhões foram gastos no exterior, e R$ 20,9 milhões, no Brasil.
  • Esse documento, anexado a um inquérito da Polícia Civil de São Paulo que investiga Karina (leia detalhes abaixo), não tem informações sobre a origem dos recursos, notas fiscais, recibos que comprovem os gastos do valor repassado por Vorcaro ou comprovante de transferência bancária.
  • Contratado pelos próprios advogados da empresária, o perito que assina o laudo afirmou ter elaborado a avaliação por meio de contratos, planilhas financeiras e extratos. Além disso, admitiu não ter acessado o fundo americano Havengate, apontado como o destinatário das transferências feitas por Vorcaro. A Polícia Federal (PF) considera a análise do caminho do dinheiro fundamental para entender a origem e o destino desses valores.
  • O relatório foi anexado a um inquérito da Polícia Civil de SP envolvendo uma ONG de Karina Fereira. O alvo é um contrato de R$ 108 milhões para a instalação de pontos de wi-fi na periferia da capital paulista, firmado com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence à empresária e fica no mesmo endereço da Go UP Entertainment. A investigação apura se o dinheiro originalmente destinado à instalação de pontos de wi-fi foi usado na produção de “Dark horse”.
  • Além disso, uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção nos repasses de Vorcaro à produção do filme. Flávio Bolsonaro é investigado nesse inquérito, que está sob relatoria do ministro André Mendonça.

“Mais uma vez, eu vou esclarecer quantas vezes forem necessárias: eu estou falando de um pedido de patrocínio privado para um filme privado, sem absolutamente nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República […].”

— Foto: g1

#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:

  • Em entrevista à GloboNews em 14 de maio, Flávio Bolsonaro afirmou que recursos pagos por Daniel Vorcaro para bancar o filme “Dark horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, foram para um fundo administrado nos Estados Unidos pelo advogado do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do senador. O dono do Banco Master chegou a dar R$ 61 milhões.
  • Em 23 de julho, o ministro André Mendonça, o STF, autorizou a abertura de um inquérito para investigar essas transferências de Vorcaro.
  • A PF apura se parte desse dinheiro acabou sendo usada para bancar a estadia de Eduardo em território americano. O dinheiro chegou a um fundo responsável pelo financiamento do filme, nos EUA, por meio de uma empresa que já era suspeita de integrar o ecossistema de fraudes do Master, a Entre Investimentos e Participações.
  • Os investigadores também buscam saber se o valor foi depositado em troca de algum favor prestado por Flávio Bolsonaro ou por seu grupo político.
  • A informação de que Flávio Bolsonaro é investigado pela PF no inquérito aberto para apurar crimes relacionados ao financiamento de “Dark horse” veio à tona em 11 de setembro, após o relator do caso, ministro André Mendonça, levantar o sigilo do caso.
  • O artigo 317 do Código Penal descreve o ato de “solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida”.
  • Os investigadores querem saber se houve entrega de dinheiro, qual era a origem dos recursos, quem participou da transação, como o dinheiro circulou e qual foi o destino final.
  • A investigação também considera relevante o fato de que Vorcaro não queria aparecer como patrocinador de “Dark horse”.

“Hoje a dívida do Brasil está em R$ 11 trilhões.”

— Foto: g1

A declaração é #FATO. Veja por quê:

  • Segundo o Banco Central, em nota publicada em 30 de setembro de 2026, a Dívida Bruta do Governo atingiu R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB)
  • O indicador reúne as dívidas do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dos estados e dos municípios. Assim, o valor não se refere exclusivamente à dívida do governo federal.

“Um governo que é recordista em queimadas na Amazônia. Esse foi o outubro com maior queimada na história da nação brasileira.”

— Foto: g1

  • Segundo o Programa de Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Amazônia não registrou recordes de queimadas durante o atual governo.
  • Além disso, outubro de 2026 não teve o maior número de focos de incêndio nem se for considerada apenas a Amazônia nem se forem somados os índices de todos os seis biomas do país (Amazônia, Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa).
  • Iniciada em 1998, a série histórica indica que os cinco anos com mais focos na Amazônia são estes: 2004 (218.637); 2005 (213.720); 2007 (186.480); 2003 (174.400); e 2002 (169.261). Neste último, o presidente era Fernando Henrique Cardoso. Nos demais, Lula estava no Planalto.
  • No atual mandato do petista, o ano com mais focos na Amazônia foi 2024, com 140.346, o sétimo maior da série. Em 2023, foram 98.639. Já em 2025, com 43.131, o bioma registrou o menor número de toda a série histórica.
  • Considerando somente outubro de 2026, a Amazônia registrou 9.544 focos entre o dia 1º e o dia 15. O recorde do bioma para o mês ocorreu em 2007, com 28.731 focos. Para superar esse índice, a segunda quinzena deste mês precisa ultrapassar 19,2 mil focos (o dobro do registrado na primeira).
  • Na somatória de todos os seis biomas brasileiros, o Inpe registrou 16.445 focos de calor no Brasil, entre o dia 1º e o dia 15 de outubro. O recorde para o mês ocorreu em 2007, com 67.228 focos, seguido por outubro de 2005, com 65.023. A média histórica para outubro é de 37.427 focos.
  • Até agora, outubro de 2026 somou cerca de um quarto do recorde e está abaixo de todo o mês de outubro de 2025 (28.678).

“Um governo [de Lula] que é recordista em assassinatos de mulheres, um governo que é recordista em mulheres que são espancadas.”

— Foto: g1

A declaração é #FATO. Veja por quê:

  • Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado em julho de 2026, o Brasil registrou em 2025 1.571 feminicídios. O número representa alta de 4% sobre 2024 (1.504) é o maior desde 2015, quando esse crime foi tipificado.
  • Em entrevista ao g1, Juliana Brandão, coordenadora de Gênero e Raça do Fórum, afirmou que a alta se explica tanto pela tipificação do crime quanto por sinais consistentes de aumento real. Para ela, se o crescimento viesse apenas da melhora nos registros, o número teria se estabilizado após alguns anos.
  • Os registros de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica contra mulheres somaram 286.270 em 2025, alta de 2,6% em relação a 2024. É o maior número desde ao menos 2016, primeiro ano com dado nacional nas edições anteriores do anuário. Segundo o FBSP, isso equivale a pelo menos uma agressão a cada dois minutos.
  • Outros indicadores de violência contra a mulher também subiram em 2025, segundo o levantamento: as tentativas de feminicídio cresceram 6%; os descumprimentos de medida protetiva, 17%; e os casos de perseguição (stalking), 30%.
  • Considerados todos os assassinatos de mulheres, por qualquer motivação, houve queda. Foram 3.539 em 2025, 5,5% a menos que em 2024. Os feminicídios, porém, cresceram e passaram a representar 44,4% dessas mortes, o maior percentual da série.

“Se você pegar o boletim Focus de outubro de 2022, a última eleição do presidente Jair Bolsonaro, a estimativa de taxa de juro era para estar, neste momento, em torno de 7%. Hoje, a taxa de juros está em 14%. São sete pontos percentuais a mais na taxa de juros.”

Selo Não é Bem Assim (Horizontal) — Foto: g1

#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:

  • Segundo o Banco Central, a taxa básica de juros vigente nesta sexta-feira (16) é de 13,75% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) havia reduzido a Selic para esse patamar no mês anterior, com vigência a partir de 17 de setembro.
  • Os relatórios Focus com os dados de 21 a 28 de outubro de 2022 apresentavam projeções de 11,25% para o fim de 2023, 8% para o fim de 2024 e 7,75% para o fim de 2025. As edições não apresentavam uma projeção para 2026.
  • Além disso, o Focus reúne expectativas de instituições consultadas pelo BC. São previsões sujeitas a mudanças, não uma taxa garantida nem uma promessa do governo anterior. A diferença entre uma projeção antiga e o resultado observado não demonstra, por si só, quanto os juros seriam em outro governo.

“Diferente do Lula, que esqueceu por quatro anos de quem recebe o Bolsa Família, não deu reajuste para ninguém. Faltando 17 dias da eleição, ele lembra que tem que reajustar o Bolsa Família, que foi o Bolsonaro que triplicou o valor, que era R$ 190, em média, e passou para R$ 600.”

— Foto: g1

#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:

  • O benefício chegou a R$ 600, em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, mas com participação do Congresso, e não só do Executivo. Segundo a Câmara dos Deputados, o Bolsa Família pagava, em média, cerca de R$ 189 em 2021, antes de ser substituído pelo Auxílio Brasil.
  • A primeira etapa do aumento teve iniciativa de Bolsonaro. De acordo com a Câmara, a Medida Provisória 1.076/2021, editada pelo então presidente, criou um complemento para que as famílias recebessem ao menos R$ 400. Após aprovação do Congresso, a medida deu origem à Lei 14.342/2022, que tornou esse valor permanente.
  • A elevação de R$ 400 para R$ 600, por outro lado, veio por uma emenda aprovada e promulgada pelo Congresso. A Emenda Constitucional 123, de 14 de julho de 2022, estabeleceu um adicional de R$ 200 apenas de agosto a dezembro daquele ano. Por ser uma emenda constitucional, não precisava de sanção de Bolsonaro nem estava sujeita a veto presidencial.
  • Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, em 17 de setembro de 2026, a 17 dias do primeiro turno, o governo Lula anunciou uma atualização de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691, com pagamentos a partir de 19 de outubro. A pasta inormou que esta é a primeira correção pela inflação desde a reformulação do programa, em 2023, e recompõe o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre março daquele ano e agosto de 2026.

“A Lei 1.079, que é a lei de impeachment, estabelece lá quais são os crimes de responsabilidade que, se um ministro do Supremo Tribunal Federal incorrer em uma daquelas hipóteses, é obrigação do Senado Federal iniciar um processo de impeachment.”

— Foto: g1

#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:

  • A Lei n° 1.079, de fato, estabelece quais são os crimes de responsabilidade aplicáveis a determinadas funções públicas, como o presidente da República, ministros, governadores, o procurador-geral da República ou outros agentes em situações específicas, como ministros de tribunais superiores.
  • O dispositivo estabelece que é competência do Senado Federal processar e julgar um ministro, mas não diz que se trata de uma obrigação.
  • Entre as ações que, segundo a lei, configuram crime de responsabilidade de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), estão, por exemplo, exercer atividade político-partidária e proferir julgamento quando, por lei, seja considerado suspeito na causa.
  • Qualquer cidadão, órgão da sociedade civil ou o próprio Procurador-Geral da República pode denunciar um ministro do STF ao Senado Federal. Recebida a denúncia, o presidente do Senado analisa se dará prosseguimento ao caso.
  • Depois, uma comissão de senadores discute se a denúncia deve ou não ser julgada. Se o parecer da comissão não for aprovado por maioria no Senado, o caso é arquivado.
  • Se a denúncia avançar, a etapa definitiva de julgamento é realizada em plenário no Senado. O impeachment é decretado se houver aprovação de ao menos dois terços dos senadores.

“Hoje, o golpe que está acontecendo é o do atual presidente. O golpe que ele se vinga, por exemplo, dos moradores… dos motoboys de São Paulo, por causa do prefeito Ricardo Nunes, que é opositor a ele. O que acontece? Numa canetada, ao invés de ele autorizar a Prefeitura a fazer a faixa azul para proteger os motoboys, andarem com segurança nas ruas, ele, por birra com o Ricardo Nunes, fica punindo os motoboys, que merecem trabalhar dignamente. Uma série de coisas que podem ser feitas para essa categoria.”

Selo Não é Bem Assim (Horizontal) — Foto: g1

#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:

  • Criada em janeiro de 2022, a faixa azul surgiu como um projeto piloto para organizar o deslocamento de motociclistas, reduzir conflitos com outros veículos e diminuir a gravidade dos acidentes. A implantação da faixa azul depende de autorização federal, porque se trata de uma sinalização experimental, conforme o artigo 80, parágrafo 2º, do Código de Trânsito Brasileiro.
  • A Portaria Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) 217, de 10 de março de 2025, exigiu relatórios trimestrais com acidentes, feridos, mortes e volume de veículos antes e depois da implantação. A avaliação deve abranger toda a via, inclusive as faixas ao lado da marcação azul, e a Senatran pode solicitar dados adicionais.
  • O governo federal já autorizou novos trechos durante a gestão de Ricardo Nunes. Em 11 de abril de 2024, a Prefeitura de São Paulo anunciou ter recebido autorização da Senatran para implantar mais 120 quilômetros de Faixa Azul em 28 vias.
  • Em publicação de 30 de abril de 2026, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que o Executivo Municipal aguardava autorização para cerca de 80 quilômetros adicionais. Na véspera, a prefeitura havia enviado à Senatran um relatório sobre os resultados do projeto em 233,3 quilômetros de 36 vias.
  • Conforme relatou uma reportagem publicada pelo g1 em 13 de julho de 2026, o projeto estava havia um ano sem novos trechos em São Paulo, por um impasse entre a prefeitura e o governo federal. O período de testes terminou em março. A gestão municipal afirma que, desde então, aguarda uma decisão sobre a continuidade do programa.
  • A prefeitura informou que envia, trimestralmente, informações técnicas à Câmara Temática Nacional de Esforço Legal (CTNL) e à Senatran e que, até o momento, não recebeu pedidos de complementação de dados.
  • Uma reportagem publicada em 8 de outubro de 2026 pelo jornal “O Estado de S. Paulo” tem um posicionamento do Ministério dos Transportes sobre uma declaração de Nunes, na qual o prefeito disse que aguardava desde 2024 a autorização para ampliar o programa e atribuía a demora a motivos políticos.
  • A pasta informou que o pedido estava em avaliação técnica: a coleta de dados terminou em 30 de abril, e a análise do relatório estava em fase de conclusão. O ministério também informou que pediria esclarecimentos sobre a metodologia, os acidentes e mortes e o desempenho da sinalização em diferentes tipos de via, mas não apresentou prazo para decidir sobre a expansão.

“Só os penduricalhos, dos Três Poderes, se você for botar na ponta do lápis, são R$ 24 bilhões por ano.”

Selo Fato (Horizontal) — Foto: g1

A declaração é #FATO. Veja por quê:

  • Uma reportagem publicada pelo jornal “O Globo” em 20 de março de 2026 cita a pesquisa “Comparação remuneratória internacional, cenário de redesenho salarial e impacto orçamentário”, do pesquisador Sérgio Guedes-Reis, encomendado pela República.org.
  • “A partir da análise de 25,9 mil contracheques, o estudo estima que, considerando diferentes carreiras jurídicas, ao menos 67 mil servidores receberam acima do teto em 2025. O gasto mínimo com valores que extrapolam o limite constitucional chegou a R$ 24,3 bilhões”, diz o texto.
  • Em outra reportagem, de 11 de agosto de 2026, “O Globo” informou que 94% dos R$ 24,3 bilhões pagos acima do teto ficaram concentrados em quatro carreiras: magistratura, Ministério Público, advocacia pública e defensoria pública. Os números constam da Carta do FGV Ibre daquele mês, que mencionava aquele mesmo levantamento de Sérgio Guedes-Reis.
  • A comissão técnica criada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2026, com representantes dos três Poderes, chegou a valor compatível para as duas carreiras com maior peso nesses pagamentos. Em nota técnica entregue à Corte, a comissão estimou em R$ 17 bilhões os gastos acima do teto na magistratura e no Ministério Público, com base em dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
  • Os valores se referem a 2025. Em 25 de março de 2026, o STF decidiu limitar o pagamento dessas verbas no Judiciário e no Ministério Público.

Esta checagem está em atualização.

Participaram da checagem: Camila Silva, Camilla Alcântara, Gustavo Petró, Jorge Fofano, Mariana Assis, Mel Trench, Roney Domingos e Vitória Nascimento.

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Source: g1 > Política