Cidade de Szentendre
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Cidade de Szentendre

A poucos quilômetros de Budapeste, Szentendre é uma alternativa para quem deseja incluir no roteiro pela Hungria uma experiência completamente diferente do ritmo da capital. Conhecida pelas fachadas coloridas, ruas de pedra, igrejas, galerias e ateliês, a pequena cidade às margens do Danúbio preserva uma atmosfera tranquila e uma forte ligação com as artes. Seu centro histórico é compacto e essencialmente caminhável, tendo a Fő tér, a praça principal, como um de seus pontos de referência. A influência sérvia também faz parte da história e da arquitetura religiosa da cidade, percebida especialmente em suas igrejas ortodoxas.

Visitei Szentendre nesta segunda-feira (7), durante minha passagem por Budapeste. Saí da capital por volta das 10h e retornei aproximadamente às 15h30. O período foi suficiente para percorrer o centro histórico sem pressa, fazer algumas paradas e almoçar. Essa é, inclusive, uma das características que tornam o destino interessante: Szentendre não exige um roteiro rígido nem uma sequência extensa de atrações. A proposta é justamente caminhar, observar as construções, entrar em uma galeria ou ateliê, experimentar a gastronomia local e descobrir a cidade aos poucos.

Como ir de Budapeste para Szentendre?
A opção mais econômica é o H5 HÉV, trem suburbano que liga Budapeste a Szentendre. Ele parte de Batthyány tér, no lado de Buda, e a viagem dura aproximadamente 40 minutos. Quem já possui determinados passes de transporte de Budapeste deve verificar a necessidade de adquirir um bilhete complementar para o trecho fora dos limites da capital. Da estação de Szentendre até o centro histórico, o restante do percurso pode ser feito a pé.

Apesar de mais barato, o trem nem sempre será a alternativa mais prática. Dependendo da localização do hotel em Budapeste, será necessário primeiro chegar a Batthyány tér e, na volta, repetir o deslocamento. Para duas, três ou quatro pessoas, vale comparar o custo total com uma corrida de aplicativo. Uber e Bolt permitem sair diretamente do hotel e seguir até Szentendre, tornando o passeio mais simples e confortável, especialmente para quem dispõe de poucas horas.

Para quem optar pelo carro de aplicativo, uma boa referência de chegada é a Bercsényi u., já na região histórica. É justamente ali que fica uma das ruas mais fotografadas de Szentendre, conhecida pelos guarda-chuvas coloridos suspensos. Como o centro é compacto e possui áreas voltadas aos pedestres, a partir dali a melhor forma de conhecer a cidade é caminhando.

O que conhecer em Szentendre?
Não é necessário montar um roteiro complexo. A cidade é pequena e seus principais atrativos estão concentrados no centro histórico. A partir da Rua dos Guarda-chuvas, basta seguir caminhando em direção à Fő tér, a praça principal. É ali que estão algumas das construções mais características da cidade, além de sorveterias, cafés e restaurantes. A partir da praça, pequenas ruas seguem em diferentes direções, revelando galerias, lojas de artesanato e igrejas.

Szentendre tem uma relação histórica particularmente forte com as artes. Galerias, museus, cerâmicas e pequenos ateliês fazem parte da identidade local, e a própria caminhada pelo centro permite perceber essa característica. A Dumtsa Jenő utca é outra via importante do passeio e reúne comércio, gastronomia e espaços ligados à produção artística. O site oficial de turismo da cidade relaciona uma extensa quantidade de galerias, museus, estúdios e espaços culturais espalhados pelo centro.

As igrejas também merecem atenção. Entre elas estão a Igreja Blagovestensk a, na Fő tér, a Catedral Ortodoxa Sérvia de Belgrado e a Igreja Católica de São João Batista, localizada na parte mais elevada do centro histórico. Mais do que tentar visitar todas, vale observar como as torres e construções religiosas se misturam às casas e ajudam a contar a influência de diferentes comunidades na formação de Szentendre.

Arte, gastronomia e chimney cake
Outra parte da experiência está nas pequenas paradas pelo caminho. Na praça principal e nas ruas próximas há restaurantes, cafés, sorveterias e estabelecimentos voltados aos visitantes. Não é necessário escolher antecipadamente cada parada: a oferta está concentrada em uma área bastante pequena, permitindo decidir durante a caminhada.

Também é possível encontrar o tradicional kürtőskalács, conhecido internacionalmente como chimney cake. Em alguns estabelecimentos, o preparo pode ser acompanhado na hora: a massa é enrolada em torno de um cilindro e assada até adquirir sua característica camada externa. É uma das especialidades húngaras que vale experimentar durante a visita.

O passeio pode continuar pela margem do Danúbio. A proximidade com o rio reforça o caráter bucólico da cidade e oferece mais uma área para caminhar sem pressa. Essa talvez seja a melhor maneira de entender Szentendre: não como um destino para cumprir uma lista de atrações, mas como uma pausa no roteiro.

Quanto tempo ficar?
Para conhecer apenas o centro histórico, meio dia é suficiente. Minha experiência confirma bem essa possibilidade: saindo de Budapeste por volta das 10h, consegui aproveitar a cidade e retornar aproximadamente às 15h30. Guias locais também trabalham com cerca de duas a duas horas e meia para percursos a pé pelo centro, enquanto uma visita mais extensa pode ocupar o dia inteiro.

Quem quiser incluir o Skanzen, o Museu Húngaro a Céu Aberto, localizado fora do núcleo histórico, deverá reservar mais tempo. O complexo apresenta aspectos da arquitetura e da vida tradicional de diferentes regiões da Hungria e transforma Szentendre em um programa praticamente de dia inteiro.

Para quem tem apenas três dias completos em Budapeste, é preciso avaliar as prioridades. Mas, com um dia adicional no roteiro, Szentendre se encaixa muito bem. É possível passar a manhã e parte da tarde na cidade, retornar a Budapeste e ainda aproveitar a noite na capital.

Szentendre oferece justamente aquilo que muitas vezes falta nos roteiros mais acelerados pela Europa: tempo para caminhar sem compromisso, observar, parar e descobrir. Depois de alguns dias entre as grandes avenidas, monumentos e o movimento de Budapeste, algumas horas entre casas coloridas, ruas de pedra, arte e o Danúbio podem ser uma ótima mudança de ritmo.

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