
A vinda do El Niño ao Brasil se intensificou nos últimos dias, causando chuvas fortes, rajadas de vento, alagamentos e quedas de árvore em diversas regiões do país. A situação alarmante preocupa os proprietários de veículos com uma dúvida: o seguro do carro pode encarecer diante de tantos casos?
Como o El Niño se forma
O fenômeno ocorre quando as águas da superfície do Oceano Pacífico esquentam mais que o normal por um longo período. O aquecimento, consequentemente, pode alterar a circulação da atmosfera e eleva a duração de chuvas em diversos países.
O seguro poe aumentar?
Quando há mais casos de risco, como enchentes, tempestades de granizo, acidentes ou quedas de árvores, o número de indenizações também aumenta, afetando diretamente no prejuízo da seguradora.
No entanto, não existe necessariamente uma ligação entre estes dois fatores. As seguradoras realmente consideram que os danos provocados por eventos climáticos sobem nesta época do ano, mas esse motivo não basta para aumentar o valor da apólice.
O que as seguradoras consideram
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), no início do mês de setembro, o El Niño pode chegar mais forte no último trimestre de 2026. Porém, o órgão explica que os efeitos do fenômeno variam de acordo com a região e, em alguns casos, outros eventos atmosféricos podem barrar ou enfraquecer episódios de tempestades ou fortes ventos.
Como visto nos últimos dias, o El Niño afeta diretamente no Centro-Sul do Brasil, ou seja, para os seguros de automóveis, isso significa que os veículos estarão mais expostos à possíveis danos e os sinistros também seguem a linha de aumento.

O preço do seguro depende principalmente dos seguintes fatores: modelo e valor do veículo, utilização, local de circulação, histórico de furto ou roubo e custo de manutenção.
Eventos climáticos como o El Niño podem ser uma das influências para o valor, principalmente quando certa região sofre mais consequências e registra maiores perdas. Porém, não é possível confirmar que casos como este influenciam diretamente na alta dos preços de todas as seguradoras.
Mais atenção no contrato
É importante citar que o preço não é a única coisa que deve ser considerado antes de fechar um contrato com uma seguradora.
O cenário pede mais atenção às proteções inclusas na apólice, como por exemplo, os seguros com cobertura compreensiva, que cobrem problemas causados por enchentes, granizo ou queda de árvores. Contratos que contemplam apenas roubos ou furtos podem não ser eficazes para esses casos.
Segundo especialistas, para que o consumidor não sofra as consequências de danos como estes, a recomendação é sempre conferir quais são os riscos cobertos, limites de indenização, se o contrato possui exclusões e o valor da franquia.
*Estagiária sob supervisão
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