Representante da autora de Harry Potter rebateu as declarações de Lilly Wachowski
Após Lilly Wachowski, codiretora da trilogia original de Matrix, acusar J.K. Rowling de “financiar genocídio trans”, um representante da autora de Harry Potter respondeu às declarações.
Neil Blair, agente de Rowling, negou que ela financie ações destinadas a prejudicar pessoas trans ou limitar seus direitos, em comunicado enviado à Entertainment Weekly.
A resposta acontece após Wachowski afirmar em entrevista à Variety que o dinheiro recebido por Rowling através de produtos como Harry Potter seria utilizado para financiar iniciativas contra pessoas trans.
A cineasta chegou a dizer que, em sua visão, continuar apoiando a franquia significa também contribuir para essas ações.
Em sua declaração, Blair defendeu que as opiniões da escritora podem ser contestadas, mas precisam ser representadas de maneira precisa. O agente também explicou qual seria a atuação do J.K. Rowling Women’s Fund, fundo criado pela autora em 2025.
“A liberdade de expressão é um princípio que todos deveríamos valorizar. O que importa é que as opiniões de J.K. Rowling, assim como as de qualquer outra pessoa, sejam representadas de forma precisa, justa e respeitosa, e que opiniões individuais não distorçam essas posições.”
Segundo Blair, Wachowski estaria incorreta ao caracterizar a atuação do fundo como financiamento de medidas contra pessoas trans:
“Para corrigir Lilly Wachowski, por meio do J.K. Rowling Women’s Fund, J.K. Rowling apoia mulheres que entram com ações legais no Reino Unido para preservar seus direitos existentes sob o Equality Act 2010, que frequentemente são ignorados ou ameaçados. Ela não apoia ações legais destinadas a prejudicar pessoas transgênero ou esforços para limitar os direitos trans.”
O representante ainda criticou a comparação feita por Wachowski entre Rowling e o nazismo:
“As pessoas são livres para discordar das opiniões dela, mas acusações seriamente difamatórias dessa natureza, inclusive invocando de maneira ultrajante os nazistas e o genocídio que cometeram, nunca deveriam ser apresentadas como fato quando são claramente fabricadas e não se baseiam em nenhuma evidência.”
As traduções acima seguem integralmente os trechos da declaração de Blair reproduzidos pela Entertainment Weekly no material fornecido.
Na entrevista que motivou a resposta, Wachowski afirmou diretamente: “Ela está financiando genocídio trans. J.K. Rowling financia genocídio trans, ponto final.”
A cineasta argumentou que parte do dinheiro gasto pelo público com produtos ligados a Harry Potter chega à escritora e, segundo sua acusação, seria posteriormente empregado no financiamento de iniciativas contra pessoas trans ao redor do mundo.
Wachowski também pediu que consumidores contrários às posições de Rowling considerem deixar de consumir produtos relacionados à franquia, incluindo a nova série de Harry Potter produzida pela HBO. Ela comparou a decisão a boicotar empresas por discordar das ações de seus proprietários ou de suas práticas.
Em outro momento da mesma entrevista, Wachowski também chamou Rowling e Elon Musk de “nazistas” e “literalmente nazistas”.
Rowling lançou o J.K. Rowling Women’s Fund em 2025. De acordo com a descrição reproduzida pela Entertainment Weekly, a iniciativa oferece financiamento jurídico a indivíduos e organizações que buscam preservar aquilo que o fundo define como direitos de mulheres e meninas baseados no sexo, incluindo questões relacionadas ao ambiente de trabalho, esportes, clubes e espaços exclusivos para mulheres.
O site do fundo não menciona explicitamente pessoas trans em sua descrição, mas afirma oferecer apoio, entre outros casos, a pessoas que tenham sofrido consequências por expressarem a crença de que o sexo biológico é imutável e àquelas que contestam políticas que, segundo o fundo, comprometeriam espaços protegidos destinados exclusivamente a mulheres e meninas.
As posições públicas de Rowling sobre gênero provocam controvérsias há anos, com a autora sendo constantemente apontada como transfóbica. A EW ressaltou que Rowling chegou a afirmar que “aceitaria cumprir dois anos” de prisão em vez de apoiar determinadas políticas relacionadas a pessoas trans e crimes de ódio.
As estrelas dos filmes Harry Potter, como Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, já manifestarem publicamente apoio às pessoas trans.
A polêmica ganhou nova repercussão enquanto a HBO prepara uma série de Harry Potter, projeto no qual Rowling atua como produtora executiva.
Source: Legião dos Heróis



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