
A McLaren São Paulo recebeu a única unidade do 750S Le Mans destinada ao Brasil. O carro faz parte de uma série especial de apenas 50 exemplares produzidos para todo o mundo e foi criado para marcar os 30 anos da vitória da marca nas 24 Horas de Le Mans de 1995.
A unidade brasileira é uma das duas reservadas para a América Latina e combina a pintura Cinza Le Mans com interior em Preto Carbon e Laranja McLaren.
Mecanicamente, o 750S Le Mans mantém o V8 4.0 biturbo de 750 cv e 800 Nm, o mesmo do 750S convencional.
As principais diferenças estão na aerodinâmica, no visual e nos detalhes exclusivos da série.
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Pacote aumenta carga aerodinâmica em 10%
O 750S Le Mans recebe o MSO High Downforce Kit, conjunto desenvolvido pela divisão de personalização McLaren Special Operations.

O pacote inclui splitter dianteiro em fibra de carbono, aerofólio traseiro ativo elevado, asa traseira alargada e novo painel sob a asa também em fibra de carbono.

Segundo a McLaren, as alterações aumentam em 10% a carga aerodinâmica em relação ao 750S padrão, buscando maior estabilidade e apoio em uso de pista.
A inspiração vem do McLaren F1 LM e do F1 GTR que venceu Le Mans em 1995. A própria marca diz que esta é a primeira vez que o 750S é oferecido de fábrica com o kit HDK.
A série também se diferencia pelas rodas LM de cinco raios e pela entrada de ar no teto.

Motor segue com 750 cv
O motor não recebeu alterações.
O 750S usa um V8 4.0 biturbo montado em posição central traseira, com 750 cv e 800 Nm de torque.

No modelo convencional, o conjunto está associado a uma carroceria bastante leve. A McLaren informa peso de 1.389 kg parao 750S e destaca que ele é 30 kg mais leve que o antecessor 720S.

A proposta do Le Mans não é elevar a potência, mas mudar o comportamento aerodinâmico e reforçar a ligação histórica com os carros de competição da marca.

Vitória de 1995 virou parte da história da McLaren
A homenagem remete a 18 de junho de 1995, quando a McLaren venceu as 24 Horas de Le Mans logo em sua estreia como fabricante na prova.
O F1 GTR número 59, pilotado por J.J. Lehto, Yannick Dalmas e Masanori Sekiya, terminou em primeiro lugar.
A campanha daquele ano foi ainda mais marcante porque quatro McLaren F1 GTR terminaram entre os cinco primeiros colocados. A própria McLaren descreve a vitória como um dos pontos centrais de sua história no endurance.
O resultado também colocou a marca entre as poucas que conquistaram a chamada Tríplice Coroa do automobilismo, formada pela vitória nas 24 Horas de Le Mans, no Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 e nas 500 Milhas de Indianápolis.
Série é limitada a 50 unidades
A produção global do McLaren 750S Le Mans é limitada a 50 carros.
O exemplar que chegou à McLaren São Paulo é o único destinado oficialmente ao mercado brasileiro e um dos dois separados para toda a América Latina.

A série também reforça uma fase em que a McLaren voltou a aproximar sua linha de rua do endurance. A fabricante já confirmou o retorno à principal categoria do Mundial de Endurance em 2027, com um protótipo da classe Hypercar.
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Source: Carros


