
Um projeto realizado desde 2013 já retirou mais de 18 toneladas de resíduos de praias, rios, manguezais, encostas e áreas costeiras de Santos, Bertioga, São Sebastião, Ilhabela e Caraguatatuba.
Trata-se do Tecendo Águas, realizado pelo Instituto Supereco em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e de uma rede de instituições da conservação litorânea.
O volume vem sendo removido por mutirões de voluntários e inclui grande quantidade de plástico, como sacolas e garrafas, embalagens descartáveis e de alimentos. Há também pedaços de madeira, tecido, isopor e vidro, latas de alumínio, tampas, lacres e bitucas de cigarro.
Esses materiais, quando descartados de maneira inadequada em áreas verdes, ruas, rios, praças e praias, podem chegar até o oceano, comprometer a biodiversidade, afetar a paisagem e agravar problemas de drenagem e saneamento.
“As 18 toneladas mostram a dimensão de um problema que começa muito antes de o resíduo chegar ao mar. Cada mutirão gera um resultado imediato, mas também permite dialogar com moradores, estudantes, comerciantes, turistas e poder público sobre prevenção, consumo responsável e responsabilidade compartilhada”, afirma Andrée de Ridder Vieira, presidente do Instituto Supereco.
“Retirar é necessário; mas impedir que novos resíduos cheguem aos ecossistemas é a transformação que buscamos. Não fazemos nada sozinhos, uma rede de parceiros da conservação se junta para a educação, pesquisa e mobilização para a mudança”, completa.
Desafios ambientais e sociais
Andrée lembra que não é possível separar os desafios ambientais dos desafios sociais.
“Quando uma comunidade participa do diagnóstico, da vivência nos mutirões e da construção das soluções, a conservação deixa de ser uma ação isolada e passa a fazer parte do desenvolvimento integrado do território e da qualidade de vida e segurança socioambiental de uma comunidade”, destaca.
Mais do que contabilizar o material recolhido, as ações ajudam a identificar os tipos de resíduos encontrados e os pontos mais vulneráveis do território, produzindo dados padronizados para soluções e para a pesquisa científica, incluindo como impactam a vida marinha e costeira e interferem nas questões de saúde da população.
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As informações orientam atividades educativas e articulações locais voltadas ao descarte correto, à redução do plástico de uso único e à proteção de rios, manguezais, praias e áreas verdes.
Nesta fase, realizada entre 2024 e 2028, o projeto prevê o engajamento contínuo de 5.090 participantes diretos, preparados para atuar como multiplicadores e protagonistas em seus territórios.
A expectativa é alcançar ainda aproximadamente 10.500 pessoas por meio de ações educativas, eventos, campanhas e estratégias de educomunicação alinhadas à Agenda 2030, à Década do Oceano e às práticas de ESG.
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Source: iG Economia


