
A companhia aérea AirBaltic entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. O processo foi feito pelo Chapter 11, uma lei de falência americana que permite a reorganização financeira da empresa. Na prática, isso significa que a empresa tem o objetivo de reestruturar suas dívidas e manter a continuidade operacional.
A AirBaltic tem sede na Letônia, na Europa, e atravessa uma crise financeira provocada também pela Guerra dos Estados Unidos com o Irã que fez com que o preço dos combustíveis aumentassem desencadeando a pior crise no setor aéreo desde a Pandemia de COVID-19. De acordo com investidores, empresas aéreas com patrimônio fragilizado correm o risco de falir diante desta crise. A pesar do pedido de recuperação judicial a airBaltc informou que manterá os voos normalmente durante a reestruturação que tem um prazo para ser concluída até junho de 2027.
A companhia anunciou o pedido de recuperação judicial após pegar um financiamento de 350 milhões de euros junto a credores como o Strategic Value Partners, Barclays, Hyfin Capital Management, Morgan Stanley e Oaktree Capital Management. Os financiamentos que a empresa possui se aproximam de US$ 583 milhões em obrigações de leasing financeiro, além de 106 milhões de em impostos e taxas relacionados a folha de pagamento e à operação aérea.
O dinheiro será usado para manter as operações durante o processo de reestruturação. O financiamento terá juros de cerca de 12% e ainda depende da aprovação da justiça dos Estados Unido s, segundo afirmou a Reuters, o CEO da empresa Erno Hilden.
Um dos pontos decisivos na reestruturação da companhia envolve a redução da f rota de Airbus A220-300. Havia entregas previstas em um pedido de US$ 3,5 bilhões de 40 aeronaves Airbus. A companhia também negocia o adiamento de entregas de motores avaliados em US$ 106 milhões junto a Pratt & Whitney. A empresa afirmou que já entrou em contato com o fabricante de aeronaves para adiar as entregas adicionais após este ano.
A AirBaltic, atualmente, opera 50 aeronaves do modelo Airbus A220-300 e é controlada pelo governo da Letônia. A empresa tem no seu quadro societário a companhia Lufthansa como acionista em uma participação de apenas 10%. Após as negociações com credores não avançarem, a companhia fez o pedido do Chapter 11.
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Source: Turismo


