Ele reconhece que filme não agradará quem espera personagens clássicos dos games
O novo Resident Evil ainda nem chegou aos cinemas, mas a decisão de contar uma história inédita, sem os personagens clássicos dos jogos, já vem dividindo os fãs.
Agora, o diretor Zach Cregger, responsável por Noites Brutais e A Hora do Mal, falou sobre as críticas e explicou por que não pretende mudar sua abordagem para tentar agradar a todos.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Cregger afirmou que existem diferentes maneiras de ser fã de Resident Evil. Para ele, o principal atrativo dos games sempre esteve na experiência proporcionada ao jogador, e é justamente essa sensação que pretende transportar para o cinema.
Cregger reconhece que parte do público tem uma relação muito maior com a mitologia e os personagens estabelecidos pela franquia. O problema é que seu filme deliberadamente não pretende seguir esse caminho.
“Meu filme não está investindo muito nessas coisas. Não estou colocando nenhum dos personagens clássicos neste filme. Então, se é isso que você ama nesses jogos, você vai se sentir de determinada maneira.”
O cineasta entende a frustração de quem esperava encontrar nomes como Leon e outros rostos conhecidos dos games, mas afirma que não poderia deixar essa expectativa determinar o filme que estava fazendo.
“Eu entendo essa perspectiva, mas, ao mesmo tempo, não posso deixar que isso afete meu trabalho. Tenho que fazer a melhor versão deste filme que sou capaz de fazer e me dedicar completamente a isso.”
Para Cregger, tentar contemplar todas as diferentes parcelas do fandom poderia ter justamente o efeito contrário: “Se eu tentasse agradar a todos, acabaria não agradando ninguém.”
Apesar de manter sua decisão sobre personagens e história, Cregger revelou que as reações das exibições-teste provocaram uma mudança considerável no tom do filme.
Segundo o diretor, o público gostou do longa, mas havia uma reclamação recorrente: Resident Evil estava engraçado demais. Cregger decidiu então retirar boa parte das piadas durante o processo de montagem.
“Descobri que as pessoas realmente gostavam do filme, mas achavam que ele era engraçado demais. Então, ao longo dos testes, retirei o máximo possível das piadas.”
O resultado acabou agradando não apenas ao público, mas ao próprio diretor. Cregger afirma que passou a gostar ainda mais do filme depois das alterações e não sente falta de nenhuma das piadas removidas.
“Um pouco de humor já vai longe em um filme de terror, e não há uma única piada que tirei deste filme da qual eu sinta falta.”
Cregger também adiantou apenas um pequeno detalhe sobre o encerramento da história. Questionado sobre o que esperar, definiu o final como “maior” e “surpreendente”, acrescentando que está bastante orgulhoso do resultado e acredita que o desfecho terá impacto no público.
O novo Resident Evil acompanha Bryan (Austin Abrams), um entregador médico que acaba envolvido em uma desesperada luta pela sobrevivência quando uma noite aparentemente comum se transforma no caos.
O elenco também conta com Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser, enquanto Cregger assina o roteiro ao lado de Shay Hatten.
Resident Evil chega aos cinemas em 17 de setembro.
Source: Legião dos Heróis



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