
A Xiaomi ampliou sua atuação entre os SUVs eletrificados na China com o lançamento do Skynomad N90 Max, modelo de sete lugares que combina grande bateria, sistema com extensor de autonomia e uma versão criada para quem pretende usar o carro também em viagens e acampamentos.
O N90 Max custa 269.900 yuans, cerca de R$ 206,5 mil em conversão direta. Já a versão Explorer Edition, equipada com teto elevatório elétrico integrado de fábrica, parte de 299.900 yuans, aproximadamente R$ 229,4 mil.
O modelo é o maior integrante da linha Skynomad. Mede 5,285 metros de comprimento, 1,998 m de largura e 1,825 m de altura, com entre-eixos de 3,08 metros e configuração interna 2+2+3.
Versão Explorer tem teto que vira espaço para dormir
A configuração mais curiosa é a Explorer Edition.
Ela traz um teto elevatório elétrico integrado ao próprio projeto do carro, criando uma área extra sobre a cabine para pernoite.

O recurso segue a proposta da linha Skynomad de associar SUVs eletrificados ao uso em viagens e atividades ao ar livre. A ideia já havia aparecido em protótipos do N90 vistos na China meses antes do lançamento.

O SUV também tem capacidade declarada para atravessar trechos alagados com até 750 mm de profundidade e, segundo a Xiaomi, consegue flutuar em situações de emergência.
Bateria de 76 kWh permite até 464 km no elétrico
O N90 Max usa sistema EREV, no qual os motores elétricos são responsáveis por movimentar o carro e o motor a combustão trabalha como extensor de autonomia.

Sob o capô há um 1.5 turbo de cerca de 152 cv, usado para gerar energia. A tração é integral, com um motor elétrico dianteiro de aproximadamente 286 cv e outro traseiro de cerca de 136 cv.
A bateria NCM tem 76 kWh e oferece até 464 km de autonomia exclusivamente elétrica pelo ciclo chinês CLTC. Quando o motor a combustão entra na equação, o alcance combinado declarado sobe para 1.705 km.
A recarga rápida também chama atenção. Segundo a fabricante, é possível recuperar energia suficiente para rodar 285 km em 15 minutos em condições ideais.
Em um teste de uso real divulgado antes do lançamento, o N90 Max percorreu 1.230 km entre Xangai e Pequim com uma carga completa de bateria e um tanque de combustível. O carro levava quatro pessoas e 50 kg adicionais de bagagem, com velocidade média de 104 km/h em rodovia.
Interior tem sete lugares e refrigerador
A cabine segue uma proposta bastante diferente dos SUVs tradicionais.
O painel traz uma central multimídia de 16,1 polegadas com sistema HyperOS. O processamento das funções internas fica a cargo de um chip Qualcomm.

Os bancos dianteiros e da segunda fileira oferecem funções de gravidade zero, ventilação, aquecimento e massagem, dependendo da configuração.
Entre os assentos há ainda um console central móvel sobre trilhos com refrigerador de 9 litros.

A Xiaomi afirma que a cabine permite 11 configurações diferentes de espaço, enquanto o volume máximo para bagagens e objetos pode chegar a 1.831 litros.

ADAS usa LiDAR e chip de 700 TOPS
O pacote eletrônico também é extenso. O N90 Max usa o chip Nvidia Thor, com capacidade de processamento de 700 TOPS, combinado ao sistema Xiaomi HAD XLA.

O hardware inclui LiDAR no teto, um segundo LiDAR traseiro de estado sólido, radar 4D, 11 câmeras de alta definição e 12 sensores ultrassônicos.

O conjunto oferece recursos de condução assistida em rodovias e áreas urbanas, além de estacionamento automático.

Na segurança, são 12 airbags e uma estrutura com aço de até 2.200 MPa. A suspensão usa duplo braço triangular na dianteira, multilink com braço H atrás e sistema pneumático com cinco níveis de altura.
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Source: Carros


