
Os eventos climáticos extremos estão colocando as seguradoras contra a parede. O setor enfrenta uma alta histórica de sinistros, seja por enchentes recentes, ou mesmo por secas, buscando novas parcerias e instrumentos para lidar com a força da natureza.
E, para prever o inesperado, a tecnologia vem sendo uma parceira. A Allianz Brasil lançou oficialmente o GloRiA (Global Risk Assessment), uma plataforma gratuita que identifica a exposição de localidades a alagamentos, vendavais e granizo.
A ferramenta permite avaliar os riscos associados a uma residência, condomínio ou empresa a partir do CEP. Com base em dados geoespaciais, históricos e modelos preditivos, a plataforma identifica, em menos de um minuto, os eventos climáticos aos quais o imóvel está mais exposto e apresenta orientações práticas para reduzir as vulnerabilidades.
Os riscos são classificados individualmente em quatro níveis: baixo, médio, significativo e alto, oferecendo ao usuário uma visão mais precisa dos fatores de exposição e das medidas de prevenção que podem ser adotadas.
O Brasil é o primeiro país da América Latina a receber a tecnologia, que já está em funcionamento em outros mercados.
De acordo com a companhia, mais do que indicar riscos, a GloRiA reforça a importância da prevenção e da preparação, estimulando uma cultura de cuidado e responsabilidade com o território e com o meio ambiente.
El Niño
A plataforma da Allianz é um exemplo de plano de contingência que as seguradoras vêm adotando para minimizar os estragos financeiros do El Niño, que já está mostrando as caras em todo o planeta, incluindo o Brasil.
A expectativa de maior impacto do fenômeno ocorre neste mês de setembro, período em que já estão ocorrendo chuvas torrenciais concentradas em curto espaço de tempo, além do risco de alagamentos, vendavais, ciclones e até tornados.
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O El Niño está ganhando força rapidamente no Oceano Pacífico e entra na primavera de 2026 com sinais de que pode estar entre os episódios mais intensos já observados.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estima em mais de 90% a chance de o fenômeno atingir intensidade muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte, período que corresponde à primavera e ao início do verão no Brasil.
A NOAA também estima que o episódio entre outubro e dezembro possa alcançar intensidade considerada histórica, superando os eventos registrados desde 1950.
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Source: iG Economia


